Ao amanhecer descobri que não poderia volta ao campo de batalha, pois ainda estava muito ferido, tive que passar dias e dias na enfermaria esperando o tempo passar sem ter o que fazer, só pensando em como estariam as coisas em casa, como meus companheiros estariam na luta pela vitória, se é que é por isso mesmo que estamos lutando.
Dias se passam, vejo mais e mais soldados caidos, fui maquinando uma estratégia de ataque me aproveitando do tempo que tinha de sobra, não estava tão mal quanto me queriam fazer acreditar. Historicamente deu certo e espero que de certo agora.
Blitz-kreig, foi o nome que dei. Nas noites, fui difundido-a com o resto do batalhão para que se prepararem, levaria um tempo para explicar a todos, a sincronia, tinha de haver uma, se não estaríamos perdidos e descobertos uma vez, não usaríamos novamente, caso necessário.
Na verdade o que planejei era bem simples. Acordaríamos mais cedo, sem fazer estardalhaços, e calmamente armaríamos uma armadilha não letal, parecida com as coreanas, usaríamos a surpresa a nosso favor, teríamos que distrair o fronte, acabar com os franco-atiradores e invadir o acampamento rapidamente, para que se rendessem, mas isso é na teoria, na prática as coisas mudam, a situação nunca é perfeita e principalmente, teríamos que destruir nosso inimigo perfeito, o tempo. Era curto nossos minutos para todos os preparativos.
Todos no acampamento gostaram da idéia, seria rápido, Ainda faltava convencer e explicar tudo aos superiores, alguns muito tradicionais à tática violenta deles.
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