30.9.10

Parte VI

Finalmente meu dia de alta chegou, estava animado e pronto para dar uma de Rambo, tinha ainda meio dia de folga, se é que poderia chamar de folga, meu simples afazeres burocráticos eram bem irritante mas tinham que ser feitos, Essa loucura acaba hoje!!

não sei o que exatamente é mas algo está diferente, eu sinto, me sinto diferente, está acontecendo algo que desconheço em mim. Superiores são piores que inimigos, uma complicadíssima batalha de argumentações que eu teria que vencer. Dito e feito, os venci.

São 2:30 a.m. estamos voltando para nossas casas, honrados, orgulhosos e vitoriosos.

Em casa sentia falta de algo, logo após matar a saudade da família e dos amigos, faltava algo na minha vida, não estava sabendo o que era, tinha mais ou menos 2 semanas de folga da minha vida profissional, por mérito nosso. Estava confuso e sempre buscando por algo que não existia.

Em certa ocasião, andando pela rua em um passei atoa, vi que o exército estava precisando de mais soldados, no momento que li veio um flash muito forte na minha cabeça.

Achei o que sentia falta, era daquilo, a guerra, a luta, a vontade, era meu ideal voltar a um campo de batalha.

10.9.10

III

Correndo entre as ruas da cidade, num calor insuportável, a traz do meu sustento. Olho no meu relógio "12:13", ainda tenho tempo, sento calmo num banco de praça qualquer para descansar os pés e secar o suor do rosto, acendo um cigarro tranquilo, peço um refrigerante ao ambulante que passa a minha frente.

poucos minutos depois saio, mais tranquilo, mais confiante e contra o tempo, como sempre. O dia estava demasiado estressaste, mas ainda assim proveitoso pela venda que estava prestes a fazer. Voltaria para minha casa feliz, fazer minhas tarefas domesticas como nunca teria as feito.

1.9.10

Parte V

Ao amanhecer descobri que não poderia volta ao campo de batalha, pois ainda estava muito ferido, tive que passar dias e dias na enfermaria esperando o tempo passar sem ter o que fazer, só pensando em como estariam as coisas em casa, como meus companheiros estariam na luta pela vitória, se é que é por isso mesmo que estamos lutando.

Dias se passam, vejo mais e mais soldados caidos, fui maquinando uma estratégia de ataque me aproveitando do tempo que tinha de sobra, não estava tão mal quanto me queriam fazer acreditar. Historicamente deu certo e espero que de certo agora.

Blitz-kreig, foi o nome que dei. Nas noites, fui difundido-a com o resto do batalhão para que se prepararem, levaria um tempo para explicar a todos, a sincronia, tinha de haver uma, se não estaríamos perdidos e descobertos uma vez, não usaríamos novamente, caso necessário.

Na verdade o que planejei era bem simples. Acordaríamos mais cedo, sem fazer estardalhaços, e calmamente armaríamos uma armadilha não letal, parecida com as coreanas, usaríamos a surpresa a nosso favor, teríamos que distrair o fronte, acabar com os franco-atiradores e invadir o acampamento rapidamente, para que se rendessem, mas isso é na teoria, na prática as coisas mudam, a situação nunca é perfeita e principalmente, teríamos que destruir nosso inimigo perfeito, o tempo. Era curto nossos minutos para todos os preparativos.

Todos no acampamento gostaram da idéia, seria rápido, Ainda faltava convencer e explicar tudo aos superiores, alguns muito tradicionais à tática violenta deles.

II

Olhando atentamente para o horizonte nublado, com uma belíssima névoa, tons brancos e vermelhos do por do sol. Caminha em direção ao sol como passa tempo do estresse do dia.

Parei em um bar onde costuma ir com amigos, a nostalgia toma conta do momento, encontro um velho companheiro ainda sentado no nosso canto favorito do balcão, tomando a mesma coisa que tomávamos sempre. Conversamos bastante, pois fazia tempo que eu não o via.

Falamos de nosso passa como se fosse ontem lembrando dos sonhos que tinamos juntos, viagens, bares, carros, casas. Bons tempos onde sonhar não nos custava nada. Todas as conquistas realizadas individualmente e com menos sentido, mas o prazer de contar todas as aventuras, a cada história os olhos brilhavam fazendo parecer mais interessante do que realmente foi.

Era hora de voltar para casa, levemente alcoolizado, noite clara, lua cheia, as nuvens tinham se dissipado, estava apé pois queria apreciar ao momento ao máximo na ida e na vinda, e realmente foi gratificante.