26.8.10

Parte IV

Pela manhã ficamos sabendo que ainda teríamos meio dia de folga, se tudo ocorrer bem, acabaria hoje e voltaríamos para casa. Me parecia que estava tudo certo.

Exatamente ao meio dia, no dia mais quente o céu limpo como nunca tinha visto, tudo volta ao normal, homem contra homem.

Decidi que deveria ir por traz do fronte, com armas de precisão, Não era um bom dia para mim, ainda estava atordoado. Fui para a posição, e novamente tudo iria começar, tudo o que menos queria.

00:49 estou no meu local preferido do acampamento, isolado, sozinho e ferido, um tiro no braço pouco tempo depois de que começou o confronto. Na hora não senti a bala entrando em minha carne, estava preocupado com meus companheiros, muitos caiam rápido.

O homem na mira e muitos tiros certeiros, muitos tiros sofridos, agonizantes mal os via a distancia, estava mal posicionado, mas os acertei.

Mais ou menos às 16 horas desmaiei, não me recordo de quem que me salvou e muito menos onde eu cai. Lembro-me do clarão, um flash, depois tudo ficou escuro. Acordei na enfermaria, enfaixado quase metade do corpo.

-Como está, garoto?
_Ainda não sei, estou tentando lembrar de certas coisas, lembro que desmaiei.
-E como não desmaiaria? louco como você, correndo pela parte de cima das defesas.
_Por cima das defesas?
-Sim! Parecia que o mundo ia acabar naquele momento, nunca vi tal precisão.
_Não me recordo, amigo (não tinha certeza se era, mas pelo visto estava falando com meu salvador) gostaria de saber como tudo ocorreu, se lembra de tudo?
-Não, quando o tirei das minas, levei um tiro no meu capacete e cai. Vou me deitar, amanhã saberá do seus feitos, deveria ir também, o café é cedo, lembra-se?
_Claro, estou indo e obrigado.
-Cuide-se melhor, rapaz!

Acredito estar perdendo o senso das coisas, os parâmetros das ações, o que farei voltando a vida normal? Eu estarei capacitado? Cada dia que passa mais perdido, mais atordoado estou. Quando a tortura terminará?
Manter-se-a na linha? Por que rejeita-lo? faz sentido se não observar o que está a sua volta!

Ainda atordoado com o sonho ou pensamento subconsciente ele se levanta calmamente olhando para os lados procurando seus óculos, passando a mão na cabeça e os dedos entre os fios liso, e bagunçados. Achando seus óculos vai para o banheiro tomar seu banho, o dia é curto.

Deixa a água ligada e sai para a cozinha, liga o fogão e prepara o café, acende o cigarro, para no jardim para fumar enquanto o espera o banho ficar do seu jeito.

Após sua rotina matinal, sentado no quintal de sua casa, olhando o nascer do sol, pensa consigo mesmo: "Não tenho o que fazer".

18.8.10

Parte III

Dia de trégua, não sei se choro ou agradeço.

Não tinha hora para acordar hoje, ninguém tinha, mas ainda sim acordei cedo, no nascer do sol como de costume, levantei-me, tomei banho e fui com meu cigarro tomar o café da manhã, sem comer nada da mesa farta em comemoração. Caminhei um pouco pelo acampamento esperando por algo, não sabia o que era.

 Novamente no meu canto conversando sozinho ou com deus, não sei se fez ou faz diferença, estava tentando me acalmar e continuar fumando, fugindo das pessoas. O nascer do sol era belíssimo como de costume, muitas cores em movimentos calmos e tranquilos, sem movimentos brusco o sol subindo no horizonte aos poucos.

_O que fará hoje, rapaz?
-Como sempre, nada!
_Nada?
-Nada, é burro?
_Sou, estou no exercito, brigando numa luta que não é minha.
-É, eu sei, me desculpe.
_Mas então, liberaram cervejas!
-cerveja? Quanta cerveja?
_Muita.
-Ótimo, estou precisando.
_Chegará junto com o almoço não perca.
-Jamais, meu caro!
_Então, até herói, nos ve...
-Sendo interrompido bruscamente por mim: " Não repita isso, nunca!!"

Continue calado depois da conversa, em silêncio no meu canto e um copo de café bem quente na mão, passei algumas horas assim, sem falar nada. na hora do almoço me  atrasei um pouco, para não pegar o barulho dos que são muito alegres e barulhentos. Obviamente almocei tomando cerveja, saudades do gosto.

Me embriaguei, pequei algumas latas, sem ouvir um comentário e fui me isolar na esperança de que o dia passasse rápido.

EU SOU A LENDA

Hoje assisti (pela 2ª vez) esse filme e achei os mesmo pontos os mais importantes no filme.

A loucura da solidão, a prepotencia humana, a adaptação ao meio. Acretido que são os pontos mais importantes do filme ( quem não assistiu assista ).

Gosto muito de ver esse tipo de filme, mostra certos detalhes da personalidade que te levam a loucura, a infelicidade de ser só, o desespero e o costume do dialogo nos seguem mesmo sem ter com quem conversar, mesmo que seja o cachorro, como a voz faz falta para nos mesmo sendo uma gravação nos mantem no controle de nos mesmo. Prosiar consigo mesmo não é ruim, para aqueles que não acreditam, faça o teste. Ao completar seus objeitos tornam sua vida sem sentido pois não se tem o que fazer, não se tem onde inspirar e sem motivos para caminhar.

O homem realmente se sente o único ser pensante e socialvel do planeta, julgando qualquer outra forma de sociedade fútil, tosca e antiquada. Não sei, mas o lider deveria ser escolido pelo "povo"? ou deveria ser escolido pela lei da natureza, o mais forte sobrevive e domina?

A natureza sobrevive definido seus lideres, se és melhor que o atual, prove, se não mantenha obdiente. Quem é capaz de governar, que governe! os bandos, grupos de animais sobrevivem escolhhendo seu lider na capacidade de manter o grupo forte, unido e alimentado, o lider é estrategista, forte e moralmente supertiror aos outros.

No filme a personagem sobrevivente, desmostra claramente sua capacidade de liderança, e claramente vemos sua falha ao interpretar outro lider por julga-lo inferior e insociavel.

13.8.10

Part II

00:49 A.M. já se passou a muito a hora de deitar com o batalhão, ele está conversando, sozinho?

Meu caro, hoje teremos uma "folga", pois vão tentar fazer um acordo de paz caso não de certo amanhã voltarei ao fronte. Acho que nunca em minha vida fui tão cruel. Nunca fiz tantas coisas que irei me arrepender, serei um herói de guerra, mas um homem problemático, com crises, com dores e sem sonhos, muitos pesadelos estão por vir.

Não sei o que aconteceu sai normalmente com minha faca, pistola e metralhadora. Não estava satisfeito em ver meus adversários caidos, via em seus olhos a vontade, a luta, a esperança, sentia em mim a força, a superioridade, o desejo. O gosto de sangue em minha boca era insaciável e insano, me sentia um deus entre eles.

O batalhão de frente avançou em direção a nossa trincheira com granadas na mão, a força me surgiu rápido, a adrenalina me tomou por inteiro e rapidamente fui as laterais e me escondi nas poucas arvores do local com neve e sangue, não poderia usar armas de fogo, era alvo fácil.

A superioridade me tomou a cabeça e fui na direção dos pobres sujeitos. Me sentia um deus enquanto corria, me sentia invencível. Os estrangulei, esfaqueei, quebrei pernas, braços, pescoços, sem pensar em qual doloroso para eles poderia ser.

-Soldado, que faz acordado?
_Não tenho certeza, senhor, mas acho que rezando!
-Mas sozinho, soldado?
_Não, senhor, com meu amigo!
-Que amigo? está louco?
_infelizmente, acredito que sim, senhor, meu amigo imaginário. Costumam chama-lo de Deus, senhor!
-Entendo, meu jovem, posso me juntar a você?
_por favor, aceita um café? está frio aqui!
-Obrigado.

Uma pequena prosa ao lado de meu superior, logo foi embora descansar a mente e a alma afetada pela batalha, ao sair me disse: "vá dormir herói". Não é assim que me sinto agora, ajoelhado, conversando com alguém que sempre achei ser imaginário e sem sentido.

há horas estou tremendo e não pelo frio, todas as vezes que tento fechar meus olhos cansados, os flashs, malditos flashs. Medo, dor, sangue, o som das balas cortando o ar próximo a mim passando. Serei penalizado pelo resto de minha vida.

11.8.10

pedaço por pedaço

Vou me reunindo a cada parte que eu pesco em meu oceano particular de verdades e mentiras, contadas a mim e outras contadas aos outros. Oscilo no pêndulo, no pêndulo da vida. A madrugada fria, gelada esconde meus sentimentos paralisando-me em torno da conspiração que aumenta a cada instante.

Vou juntando as peças do meu velho quebra-cabeças, sou apenas um homem que como icaro tinha um sonho, o meu se torna impossível pela dúvida, pela credibilidade, pela auto-estima ou mesmo por não ser possível, não sei, ninguém pode me ouvir daqui, mas escuto a todos. Desesperadamente tampo meus ouvidos, meus pensamentos se confundem nos seus, minha vida perde o rumo e minha visão embaçada pelo cansaço e minha fraqueza, não sei, ninguém me escuta por mais que eu grite.

Embriagado tão quanto poderia estar em torno de minha agonia. Não mais serei capaz de esconder minha agonia, ajoelho para rezar em alguém que não acredito na idéia de talvez algo mude, esperança é a ultima que morre? mal sinto minhas pernas, minhas perdas em vão.

Espero que ela seja a ultima a morrer, a cada respirada minha sinto um pedaço retirado bruscamente. Esse foi meu melhor? Não tenho mais nada? Uma vez meu herói me disse que sempre podemos fazer um pouco a mais que nunca nosso limite pode ser alcançado se ainda pudermos levantar.

Levantei-me em vão, subir para cair. A brisa que de longe veio trouxe-me a lembrança dos bons tempos, não os esquecerei.

10.8.10

Parte I

06: 45 da manhã, o sol nasce no horizonte vermelho, me levanto com a claridade. Vejo alguns de meu companheiros deitados, alguns com as marcas do dia anterior, Sem delongas vou me lavar e aproveitar os 15 minutos de paz.

Sento-me no canto com os ouvidos em alerta, acendo meu cigarro sujo e amassado pela minha mão trêmula. Atento e ansioso me acalmo aos poucos com o som esbranquiçado da fumaça, continuo a ver o nascer do sol com nostalgia dos tempos que eu fazia a mesma coisa na varanda da casa de meus pais, reclamando de futuro incerto e hoje agradecendo pela vista.

Ainda tenho 07 minutos, o sol está mais alto. termino meu momento e vou me arrumar, pois mais um dia puxado estar por vir, visto minha roupa com calma, um olhar analítico recai sobre ela, um tufão de flashs vem com toda velocidade.

botas e capacete em seus devidos lugares me dirijo a mesa de café, mais um momento sozinho com meu café, o cheio escuro no ar me alegra por um momento, o amargo sabor de lembranças da semana vem a tona, a corneta toca. E lá vamos nós para mais um dia.

8.8.10

liguem as ignicões...

Em um momento da vida o homem tem que escolher, ele tem que decidir o que fazer. O que faremos? Não sei quanto a vocês, mas tenho mais o que fazer do meu tempo. Não me adianta, não aguento mais ficar com minha bunda marcada no sofá.


Preciso ligar a ignição e seguir em frente, sem visões futurista, até por que prefiro que me poupe delas o que eu quero é ação, ação agora. Não vou jogar pérolas aos porcos. Vou matar a vaca sagrada.

Motor ligado, as coisa acontecem rápido. "Cuidado, meu rapaz! isso é perigoso, o esquema é deles, perdoar jamais". "Não tenho nada a perder, PRECISO DE AÇÃO AGORA!!"

6.8.10

Rape this

Acordado pelo sol está manhã, já lhe vem as idéias de como estragar o dia, o seu dia. Sou o único a saber que  estragar este dia é o ele queria, eu sempre soube, sempre soube que iria estragar o dia, com meu telefone nas mãos vou tentando evitar que isso aconteça aqueles que desprevenidos estão nas ruas levando suas vidas tranquilas e pacificas.

A roupa faz o homem, seu caráter distorcido pela sociedade o fez trocar de trajes esta manhã, agora ele é outro homem. Ainda tenho tempo para lutar, ele me deve a ultima dança, mas não hoje, hoje não é o dia certo, se for ele irá quebrar sua promessa e me quebrar o coração sem esperança. Como em seu tempo sabemos, ele é um homem do presente, sabe o que está fazendo e é o que e da mais medo, irá morrer da destruição e cada passo meu são dois dele, esse jogo não é assim.

Enquanto formulo meus passo como um jogo de xadrez, tento desesperadamente uma ligação, mas o jogo cada vez mais fechado, rainha na pista dançando levemente entre os peões, bispos e cavaleiros. Decido que uma mensagem pode fazer com que sua rainha pare um pouco, " Acha que a vida é um jogo, pare com isso ", é meu desespero gritando.

 Vejo um senhor sentado em uma das praças da cidade com seu notebook, uma alegria para mim. No momento em que estou indo em direção ao calmo e tranquilo homem recebo uma mensagem dele: " i rape this, check !!", minha angustia aumenta, o doce cheiro de café e o som esbranquiçado de um fumante a meu redor me dão mais animo, decido jogar com o cavalo desta vez, pego o note e começo a divulgar o que está prestes a acontecer.

" 2 minutos, ainda em check", começo a correr vendo que não há mais tempo para isso. Cada rua uma lembrança, cada rosto calmo uma angustia, a nostalgia me vem a tona, minhas pernas não aguentam mais, sento-me.

"check-mate", é a ultima coisa que me lembro após ler a mensagem.