_ Porque, não?
- Algum problema, garoto?
_ Não tenho mais o que fazer mesmo, tanto faz para onde vamos!
- Na verdade, sim, realmente, não se tem o que fazer, ainda mais focado do jeito que se encontram suas idéias confusas, sem rumo, sem destino.
_ O que devo fazer, meu caro? Não tenho opções, pelo menos, não que valham minha vida por essas bandas!
- O que lhe fez acreditar em tais baboseira, meu jovem?
_ Apenas e sem muito esforço, creio, que qualquer um poderia notar minha incapacidade de ir para frente, mas um passo para traz, ainda estou me movendo, certo?
- Depende, onde quer ir?
_ Acho uma boa idéia voltar, quem sabe não achamos algo, você é um grande observador, claro, se quiser ver na cabeça de quem a merda caiu primeiro.
- Se me acha tão capaz, acha que tenho tempo?
_ Nunca tem, mas me lembro que sempre que necessário, esteve presente, ou me encontro equivocado?
- E acha que sempre que precisar, sairei do inferno para cuidar de suas futilidades?
_ Como se fosse tão ruim lhe dar todo esse poder, sei muito bem que goza disso, como uma criança no parque aquático.
- O que pensas que sou, criança?
_ Não sei, por que não me diga, garotão?
- Para dizer a verdade, ainda estou em duvida de quem eu sou, não sei nem me cuidar, mas isso é papo furado, quer ou não minha ajudar?
_ Tenho melhor opção?
- O que acha? Pelo que sei, não é tão popular, não é mesmo?
_ Não e venha com caridade e doçura, meu chapa, eu te conheço bem, até por que, és menos popular ainda, não?
- Agora é investigador?
_ e você, é?
- Não, que eu saiba, mas como disse anteriormente, não sei exatamente quem sou e você de nada sabe... isso vai dar uma merda..
_ Vai sim, vou partir você em dois.
- Ok, mas por onde pretende começar?
_ Acho que vou para casa, de lá eu vejo!
- Me liga depois, assim que eu ver algumas coisas, podemos resolver isso.
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